Espero que você goste desse artigo. Se você quiser, conheça os psicólogos e os psicólogos que fazem terapia online por videochamada. Autor: Melissa Almeida dos Santos - Psicólogo CRP 06/145112

Fazer compras para você mesmo é como receber um presente. Não importa que você tenha gastado o seu próprio dinheiro, o prazer é o mesmo.
Compradores compulsivos conhecem muito bem essa sensação e, por isso, tentam viver esse sentimento múltiplas vezes.
Embora a compulsão por compras não seja considerada uma condição de saúde mental oficial, ela é o resultado de um incômodo emocional ou, ainda, o sintoma de uma condição não diagnosticada.
Psicólogos explicam que quebrar o hábito de comprar de maneira exagerada é um processo muitas vezes longo e recheado de emoções.
O comprador compulsivo sente a perda de um fator muito importante para sua vida à medida que tenta abandonar o hábito.
Assim, a vontade de retomar os velhos costumes pode ressurgir mais de uma vez ao longo do processo de desapego.
O tratamento psicoterapêutico é essencial para prevenir condutas como essa e promover um relacionamento saudável com o consumo.
O que é compulsão por compras?
Assim como as pessoas podem se viciar em substâncias químicas, podem desenvolver vício por fazer compras.
Todos os vícios possuem os mesmos sintomas básicos e, entre eles, está a compulsão, caracterizada por uma conduta executada de modo exagerado, repetitivo e involuntário.
Uma pessoa pode ter compulsão por comer, jogar, praticar exercícios físicos, roer as unhas, arrancar os cabelos e basicamente qualquer coisa que provoque uma sensação prazerosa.
Quando a compulsão é por fazer compras, ela recorre ao consumismo sempre que sente a necessidade de fugir de um problema ou aliviar sentimentos negativos.
Pode comprar os mais diversos objetos, como roupas, móveis, utensílios de cozinha e itens de decoração.
Ela também pode iniciar coleções numerosas de um interesse particular, como veículos ou figuras de ação.
Com a facilidade de fazer compras pela internet e aplicativos, o comprador compulsivo acaba gastando muito dinheiro com apenas um ‘clique’.
Um dos sintomas trazidos pela modernidade é a pesquisa obsessiva (e sem necessidade) por itens que ele poderia comprar em plataformas de e-commerce.
Consequências negativas da compulsão por compras
Além das dívidas, o hábito de comprar sem pensar compromete os relacionamentos.
Familiares, cônjuges e amigos podem se cansar desse comportamento e buscar se afastar do comprador compulsivo.
Endividado, ele precisa pedir dinheiro emprestado para pagar as suas contas, o que desagrada as pessoas com quem convive.
O comprador compulsivo pode chegar a perder as posses materiais que conquistou ao longo da vida para quitar o endividamento.
A vida profissional também é afetada pela compulsão por compras. O profissional pode levar as suas preocupações para trabalho, causando a perda de concentração e produtividade.
Por ter dificuldade de controlar impulsos, pode chegar atrasado ou faltar para aproveitar uma liquidação.
Outra consequência ruim da compulsão por compras é a baixa autoestima. O período de felicidade ao adquirir uma nova posse é efêmero.
O comprador compulsivo logo se sente culpado por ter repetido um padrão comportamental noviço, principalmente quando já recebeu alertas sobre as consequências.
Ele se frustra constantemente com as suas ‘fraquezas’ e possui uma autopercepção negativa.
De onde vem a compulsão por compras?
O desejo compulsivo por comprar tem algumas origens possíveis. A ansiedade está associada a muitas delas uma vez que esse sentimento de inquietação normalmente conduz as pessoas a tomarem decisões drásticas e, às vezes, mal pensadas, para provocar alívio emocional.
1. Histórico familiar
Compradores compulsivos que cresceram em lares desestruturados têm mais possibilidade de desenvolver condições de saúde mental, como transtornos de humor e distúrbios alimentares, dependência química e compulsões.
Recorrer ao álcool, às compras ou aos alimentos é a maneira que essas pessoas encontraram para provocar prazer e tranquilidade.
Com isso, conseguiam fugir do ambiente caótico e do estresse da convivência familiar por alguns instantes.
Por isso, associaram esses comportamentos nocivos a sensações e sentimentos positivos.
Eventos traumáticos na infância, como abuso sexual, negligência ou bullying na escola, também podem desencadear hábitos compulsivos na vida adulta.
2. Transtorno do Comprador Compulsivo (TCC)
O TCC é caracterizado pelo desejo incontrolável de comprar, mesmo quando não há necessidade para isso.
O indivíduo não precisa adquirir nenhum objeto ou gastar dinheiro com serviços, como delivery de comida, mas não consegue resistir a tentação.
Ele diz a si mesmo que não precisa fazer compras, mas, no fim, acaba fazendo exatamente isso.
Por saber que seu comportamento não é o ideal, ele sofre um conflito interno constante, além de se frustrar com frequência por não conseguir resistir aos impulsos.
O comprador compulsivo pode chegar a mentir para seus familiares e amigos sobre o estado da sua condição financeira.
Dessa maneira, evita sermões e o sentimento de vergonha que nasce ao receber palavras de desaprovação.
3. Transtorno de Bipolaridade
A dificuldade para resistir aos impulsos é um dos sintomas mais comuns do Transtorno de Bipolaridade.
A impulsividade pode se manifestar de diversas maneiras, como compulsão por compras, alimentação desenfreada, múltiplos parceiros sexuais, vício em jogos e apostas, festas constantes, entre outros.
Quando a compulsão é por compras, o indivíduo bipolar gasta dinheiro desenfreadamente com coisas desnecessárias.
Além de comprar objetos, roupas e alimentos para si mesmo, gasta dinheiro com outras pessoas. Às vezes, com quem nem sequer tem um relacionamento.
O resultado disso é uma vida financeira instável e dependência tanto emocional quanto financeira de familiares.
4. Ansiedade
Tentar aliviar a ansiedade por meio das compras é um comportamento muito comum.
Compradores compulsivos costumam ter preferência por certos objetos, como itens de decoração, roupas ou refeições, e sempre que estão ansiosos gastam dinheiro com eles.
Embora a compra atinja o seu objetivo, o alívio da preocupação e do estresse é passageiro.
O indivíduo não trata a causa da ansiedade ao gastar o seu dinheiro desenfreadamente, somente ameniza os sintomas por um curto período.
Assim que ele tiver outro motivo para ficar ansioso, o sentimento retornará e ele precisará repetir o comportamento compulsivo para ficar calmo novamente.
Esse ciclo de ansiedade-alívio-ansiedade se repete até que o comprador busque tratamento.
Como tratar a compulsão por compras?
A compulsão normalmente aparece quando as pessoas não sabem gerenciar a preocupação, estresse e ansiedade de maneira saudável.
Elas descarregam a carga de emoções negativas através de comportamentos nocivos à sua saúde mental e bem-estar emocional.
Abordagens psicoterapêuticas podem auxiliar em casos de compulsão por compras.
Compradores compulsivos tendem a sofrer de negação, se recusando a aceitar que possuem um problema ou que ele é a causa de acontecimentos negativos recorrentes.
Então, não costumam buscar ajuda psicológica por conta própria.
Muitos dos indivíduos que chegam à terapia são incentivados a iniciá-la por familiares, amigos, cônjuges e até colegas de trabalho.
Sendo assim, se você conhece alguém que está passando por essa situação, não hesite em encorajá-lo a marcar uma consulta com um profissional.
O objetivo da terapia para compradores compulsivos é ressignificar a sua relação com a frustração, identificar a origem do desejo desenfreado e desenvolver uma maneira sadia de gratificar comportamentos, pensamentos e sentimentos.
Dessa maneira, a busca pelo alívio do estresse é canalizada para direções mais positivas.
O que esperar da terapia para compulsão por compras?
Na terapia, o paciente compulsivo aprende a administrar as suas emoções e impulsos de modo que não causem prejuízos à sua vida.
As crenças, os valores, os medos e os anos iniciais da sua vida são investigados de modo a identificar a origem ou a motivação da compulsão.
Outro benefício do tratamento para a compulsão por compras é a substituição do impulsivo negativo por um impulsivo positivo.
Em outras palavras, o paciente é orientado a praticar exercícios físicos, desenvolver um hobby ou fazer alguma atividade interessante para substituir o impulso de gastar.
À medida que o progresso é feito, o paciente é orientado a tomar certas atitudes para reduzir as compras compulsivas e prevenir recaídas, como destruir cartões de crédito, bloquear sites de e-commerce visitados com frequência e cancelar assinaturas a serviços desnecessários.
O comprador compulsivo também pode designar uma pessoa de confiança, ou até o psicólogo, para ajudá-lo a ir ao mercado ou comprar roupas quando necessário. Assim, evita gastar exageradamente.
Essa mesma pessoa pode ser o seu ‘ajudante’ quando estiver dominado pela ansiedade.
Uma ligação ou uma visita podem ser o suficiente para acalmar os seus nervos.
Por fim, o psicólogo também tem a capacidade de ajudar o paciente a organizar a sua vida financeira, desenvolvendo um plano de ação para os próximos meses.
Metas para reduzir gastos são definidas em conjunto e, com o apoio de pessoas queridas e do profissional, concluí-las se torna mais fácil.
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Autor: psicologa Melissa Almeida dos Santos - CRP 06/145112Formação: Formação em TCC - Terapia Cognitiva Comportamental pelo CETCC e formação em Psicologia Organizacional pela PUC-SP. Tem expertise em questões como relacionamentos, ansiedade, conflitos profissionais e de carreira, estresse, conflitos familiares, depressão etc...